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Dona Sra. Urtigão disse...
Quem sou eu para atrever-me comentar um texto deste nível, brilhante do ponto de vista acadêmico, lógico e bem fundamentado. Gostei bastante. Mas senti falta, e sempre sinto ante análises deste tipo, de uma proposta prática, do que e como algo pode ser feito objetivando melhorias reais. Senão fico lendo e relendo como a tantos outros trabalhos semelhantes de análise, sem nenhum movimento em prol das mudanças. Alem de perceber, em minha visão não acadêmica, e o autor refere-se a isso, uma certa ingenuidade na análise dos processos éticos - entendendo aqui ética não como fundamento da moral, mas a moral em si, o comportamento, ethos - quando fala por exemplo nos compromissos éticos assumidos pelo ser humano quando do nascimento de outro ser humano, quando sabemos que na realidade não é bem isso que ocorre, em grande número de casos no mundo todo e em todo o processo histórico. A omissão de um dos pais, quando não de ambos, as ações negativas, o abandono material e/ou moral da criança é visto com uma frequencia muito maior do que o tolerável. O que pretender de humanos que não reagem ao que seriam os fundamentos da formação moral/ética quanto à pessoa, a pessoa próxima, o que esperar então quanto aos diferentes, ou à natureza? Que grau de compreensão pode se desejar de seres humanos que não reagem èticamente nem à condições que lhes são absurdamente familiares? Como esperar que olhem para o que lhes é distante e diferente, tanto temporal como espacialmente? Mas, principalmente, o que e como fazer algo para mudar este estado de coisas?
Um comentário:
Fui lá pra ler o artigo que deu origem ao comentário aqui publicado que, por sinal, é por demais objetivo e claro em suas exposição, o que não acontece com o artigo que ao meu sentir tornou-se muito rebuscado e com citações lindas e pertinentes, ms confuso em sua essência que também a mim sugeriu dar voltas e mais voltas para não se chegar a lugar nenhum.
Cadinho RoCo
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